É que, na minha cabeça, as coisas se passam assim. :]
Eu sempre digo até logo, porque o adeus me dói demais.
Só que, dessa vez, foi ele quem empacotou as coisas e me deixou aqui, decifrando sua despedida não pronunciada.
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É aquela atmosfera de bossa-nova que me cativa. Acho lindo o mar indo e vindo, esverdeando e azulando, conforme lhe der vontade, do jeito que o sol decidir. Gosto das luas cheias, novas e até minguantes , do céu estrelado e de uma cor tão bonita que chega a doer na gente. E tem sempre a hora de voltar pra cidade dos prédios altos e cinzas - só não sei até que momento da vida vou conseguir retornar.
Lá teve, também, a amiga bonita tão magrinha que entende quando eu murmuro coisas com o sorvete na boca. Ri dos meus casos e historinhas simples, bobas, que só quem olha bem de pertinho que vê o que é que tem de engraçado, de diferente. Tão feliz pensar que temos chance de ser colegas no ano que vai chegar, porque ela enxerga os tempos que se seguirão da mesma forma que eu.
A saudade não me doeu. Digo, não do jeito que costumava doer, de fazer ir dormir ouvindo a música que lembra dele. É a cura, ela disse. Não tem mais a necessidade de saber e estar sempre perto, caso resolvesse que era nossa hora. Parece natural chamá-lo de amigo. É gostoso essa coisa que construimos, desde que eu consiga seguir em frente, sem a tentação de parar um pouco. Disse tantas vezes a mim mesma que era estacionamento proibido, que meu coração resolveu ir procurar outras vagas por aí a fora. (oi?)
Minha overdose de Los Hermanos do outro dia, me deu o sentimento de querer paz, de dançar com outro par pra variar. Pra Barbara sorrir e dizer que eu reiniciei minha Depressão Fm, ontem, depois de voltar do Coringa perturbador que o Heath nos presenteou ( e como assim o tenente é o Gary Oldman? Me amedronta como consegue mudar tanto de filme pra filme!) , parei pra ver um show do Radiohead que estava na tv, e, quando cantaram Creep, lembrei tanto daquele “amor maior todinho seu” que acabei indo dormir feliz, feliz.
Gosto quando essas lembranças vêm me fazer companhia. É como se eu não precisasse ficar sozinha nunca, nunca…
…
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo,
Lembre da nossa música,
Música.
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos,
Lembre da nossa música,
Música.
Um costume de nós
Fica agarrado.
As lembranças, os cheiros
Dilacerados.
Nossa bela história
Está no passado.
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou .
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…a dança é a expressão vertical do que você gostaria de estar fazendo na horizontal.
miacabo!
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Finalmente, férias. Nem mesmo nas minhas piores fases mendelóides, com aquelas sequencias de provas terriveis, eu quis tanto parar. Parar e simplesmente lagartear, me dar o luxo de descansar do mundo. É porque não é só o fato de não ter mais aulas, é, principalmente, não ter de acordar tão estupidamente cedo e utilizar o metro que é sempre, sempre lotado e faz o ir-e-vir ficar tão chato.
É uma felicidadezinha bem gostosa. Seria maior e melhor se Ouro Preto estivesse no meu roteiro, mas, depois da ligação daquela minha amiga antiga e tão, mas tão querida, a visita anual à casa de praia parece boa. Porque, mesmo com tantas pessoas nesse vida, parece que só ela vive exatamente as mesmas coisas que eu. As mes.mas coisas! E sempre foi desse modo, como se assim, mesmo que não encontrassemos soluções,poderiamos compartilhar o caminho e todas as imperfeições e desvios que ele apresenta.
Estou indo terça-feira e me segurando aqui para me manter no estagio que estou. Não tenho mais saúde para isso, é um tanto quanto obvio, talvez so eu estivesse demorando a perceber. Vou aproveitar que o mar e eu nos encontraremos em breve para cumprir aquele tal ritual que uma vez me mencionaram. As vezes o abstrato toma vida na realidade, né nao?
Eu só sei que é ruim com ele, mas é muito, muito pior sem ele.
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