Tinha planos de fazer um post-fim-de-ano, mas aquele clima de conclusão, de rever tudo o que aconteceu, acho que só vai chegar pós-segundafase. É bem engraçado, porque parece que meu cerebro nem ao menos processou que é Natal, que daqui a pouco é Ano Novo… nunca me dei bem com essas festas comemorativas, e acho mesmo que isso só vai se agravar daqui em frente.
Indo pro sítio em breve, depois pra praia, depois São Paulo, prova, férias. Tantos planos já! Sem querer ser Maria do Bairro, e explorar meu lado dramalhão-mexicano, eu raaramente consigo o que desejo. Assim, no modo superficial mesmo, daquelas coisas que fazem a nosssa vida urbana-corrida continuar. Mas acho que pra compensar essa minha falta de sucesso, os Senhores do Universo me lotam de pessoas lindas que me dão a mão e me fazem acreditar que vale a pena. Va.le.a.pe.na. :)
Estou meio anestesiada ainda. Não tenho muito idéia de como aconteceu nem do que aconteceu, realmente. Sei que me sinto leve, como não me sentia há tempos. Sempre esteve tudo em suas mãos, me coloquei gentilmente como uma peça a disposição do seu jogo e não me arrependo, não. Acho que você descobriu muitas coisas ontem. Aprendeu que não me conhece, nem ao menos um pouco como achava que conhecia. Aprendeu que eu não levo a vida a serio, não adianta o quanto ela queira. Aprendeu que meu amor por você é fundamentado no que há de mais bonito nesse mundo – sem esperar nada em troca, sem querer ser o que não é, só quer existir.
E existe, e existirá, por toda a minha vidinha simples, desejeitada, mas tão, tão feliz.


